Na música acontecem os cruzamentos artísticos, dissipam-se as fronteiras entre o erudito e o popular, baralham-se os géneros identificados, revisitam-se as tradições independentemente da sua origem e dos seus actores. Torna-se assim uma arte em movimento que revitaliza a força do diálogo e do encontro, testemunha uma nova era na partilha cultural, evidencia a importância da diversidade e combate os preconceitos.

Mas neste mundo actual, há restrições ao livre movimento de músicos originários de zonas desfavorecidas do globo, há uma indústria discográfica em crise, uma programação etnocêntrica da música ao vivo, desigualdade no acesso à divulgação nos media e um evidente retrocesso no conhecimento e aceitação do outro.

A GINDUNGO, na prossecução do seu objecto social, orienta-se pelos valores e princípios do associativismo fomentando a colaboração com outras entidades nacionais e e internacionais, elaborando estratégias de acção que defendam o diálogo intercultural entre o norte e o sul, o oriente e o ocidente, a livre circulação artística e a transformação da periferia em centro.